sábado, 8 de maio de 2010

FOREVER YOUNG

Faz bastante tempo que não escrevo nada nesse blog semi-abandonado. Desde setembro do ano passado.

E resolvi voltar a escrever, justamente para falar (entre outras coisas) do tempo. Isso porque hoje, o meu sobrinho Caetano Letti faz 10 anos de idade. Então, saí pelas ruas para procurar um presente pra ele. Um presente que fugisse do comum, que simbolizasse esse marco no tempo da vida dele. Uma década.

Depois de ver várias opções que não me agradaram, parei em uma livraria. Sempre acho que livros são presentes fortes, que tocam as pessoas. Infelizmente, a maioria das pessoas para as quais eu dei um livro, não deu lá muita importância. (Estou tentando tirar esse tipo de gente da minha vida.)

Nessa livraria achei um livro lindo. Forever Young. Letra e tradução da música (de mesmo nome) do Bob Dylan, com ilustrações geniais do Paul Rogers. Quando comecei a ler esse livro, em pé, na livraria, aconteceu algo que há muito tempo não acontecia comigo. Chorei. Ou pelo menos, foi a sensação mais parecida com chorar que eu me lembro de ter tido em muito tempo. Não me esvaí em lágrimas, mas meus olhos ficaram marejados.

Isso é raro para um sujeito como eu, que criou uma casca de proteção muito espessa. Cada um dos meus medos eu fui colando nessa casca, que foi ficando cada vez mais encorpada. Tornou-se uma casca que quase ninguém conseguiu ultrapassar. Mas no dia de hoje, no aniversário de dez anos do meu sobrinho, lendo Bob Dylan, algo aconteceu. Uma rachadura surgiu. Lembrei de quando eu tinha 10 anos. E fiquei orgulhoso em constatar que o Caetano é um guri muito mais legal do que eu era.

Mas também quero voltar um dia atrás no tempo. Isso porque ontem, minha afilhada Sofia Toss (sobrinha da minha mulher) criou, com a minha ajuda, seu primeiro blog. Decidiu que seu blog será sobre livros. O nome do blog é “Livros de Sofia”. (http://livrosdesofia.blogspot.com) E no seu primeiro post ela fala do seu primeiro livro, que fui eu quem deu, no seu aniversário de 1 ano de idade, 11 anos atrás no tempo. Felizmente, a Sofia entendeu a importância dos livros.

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FOREVER YOUNG - BOB DYLAN (TRADUZIDA)

Que Deus te abençoe e te acompanhe sempre,
Que seus desejos se tornem realidade,
Que você sempre faça para os outros
E deixe que os outros façam por você.
Que você construa uma escada para as estrelas
E suba cada degrau,
Que você fique jovem para sempre,
Jovem para sempre, jovem para sempre,
Que você fique jovem para sempre.

Que você cresça para ser justo,
Que você cresça para ser verdadeiro,
Que você sempre saiba a verdade
E veja as luzes ao seu redor.
Que você seja sempre corajoso,
Fique em pé e seja forte,
Que você fique jovem para sempre,
Jovem para sempre, jovem para sempre,
Que você fique jovem para sempre.

Que suas mãos estejam sempre ocupadas
Que seus pés sejam sempre rápidos
Que você tenha uma base forte
Quando os ventos das mudanças voltarem.
Que o seu coração seja sempre feliz,
Que sua canção seja sempre cantada,
Que você fique jovem para sempre,
Jovem para sempre, jovem para sempre,
Que você fique jovem para sempre.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Carta aberta de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi.

Nunca gostei de correntes por e-mail, ou mesmo e-mails engajados de sabe-se lá quem. Mas esse e-mail, que supostamente foi escrito pela Eliane Sinhasique, eu gostei muito. Representa meu ponto de vista e minha indignação. Então, vou reproduzi-lo aqui.

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Quinta, 23 de maio de 2009.

Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências)...

Achei que as cartas não deveriam ser endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

Não foi por 'algum' motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não Mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.

O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?

Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria ser endereçada ao Presidente da República. Ele é 'o cara'. Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece...

No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da 'minha' doação, que a 'minha' doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando... Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari.

P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.

PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança. Fiquem sabendo, as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.

PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS?

MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?

domingo, 12 de julho de 2009

Considerações sobre Caetano Veloso e Tangos e Tragédias

Nesta semana que passou vi dois shows: Caetano Veloso (Zii e Zie) e Tangos & Tragédias. Os dois em Florianópolis, que, aos poucos, começa a entrar no circuito nacional de shows (nacionais...).

CAETANO VELOSO

Mas primeiro um pouco de história, ou melhor, da minha história. Lembro dos idos de 1992, quando eu e meu amigo Luciano Chagas Lima vivíamos só falando em música (e ele acabou virando músico). Nessa época, um dos nossos sonhos era ver um show do Caetano Veloso. “Precisamos ver um show dele antes que ele morra”, dizíamos, já que adolescentes nunca cogitam morrer ...

Infelizmente, só fui assistir a um show de Caetano Veloso depois de sua morte (artística). A apresentação do disco Zii e Zie, nesta última quarta-feira, no Floripa Music Hall, foi... foi... deprimente. Creio que essa é a palavra que expressa melhor o meu sentimento.

Obviamente, há muito tempo não vejo mais Caetano Veloso como o via na década de 90, até mesmo porque seu último disco interessante foi justamente lançado em 1992 (Circuladô ao Vivo). Depois disso vieram as medonhas versões de músicas cafonas em espanhol. Veio também “Sozinho”. Veio também “Tieta”.

Entretanto, fui ao espetáculo para ver um sujeito que, inegavelmente, construiu a história da música brasileira. Só sua presença no Tropicalismo já lhe garantiria um lugar de honra e destaque na cultura de nosso país. O problema é que Caetano Veloso se acostumou demais a ser Caetano Veloso. Assim, tenho a impressão de que ele se tornou uma caricatura dele mesmo. Ele se recusa a não ser mais vanguarda. Ele se nega a viver dos sucessos do passado. Até aí tudo bem. Inclusive acho isso admirável. Mas a questão é que o Caetano Veloso do passado é infinitamente melhor que o Caetano Veloso de hoje.

Essa tentativa de querer ser vanguarda, de querer ser tão racional, de sempre pensar nos últimos movimentos da humanidade, tornaram-no insuportavelmente chato. Músicas como “A base de Guantánamo” me fizeram lembrar as músicas de uma artista internacionalmente conhecida: Yoko Ono. “Revolution 9” foi a pior música a fazer parte de um álbum dos Beatles. E foi o que me lembrou essa música do Caetano. O detalhe é que a Yoko Ono e o John Lennon fizeram essa porcaria em 1968: ou seja, 41 anos antes. Resumindo, nem para um falso vanguardista ele serve mais.

Também deprimente foi o local e a platéia. O Floripa Music Hall (que nome brega...) é um lugar pretensioso, para a pretensiosa elitezinha dos manés da ilha. O lugar é tão pretensioso, que o ingresso VIP era o pior de todos. Ficava em um bar bem no fundo do local. Os melhores lugares eram os camarotes e as mesas numeradas, por onde passava um exército de garçons, enquanto o Caetano tentava ser vanguarda... Observei inclusive os pedidos do pessoal: os mais pobres pediam batata-frita com cerveja; os mais ricos sushi com espumante. Para essa gente, aquilo foi muito mais um “acontecimento social”. Se continuar assim, o próximo show do filho da Dona Canô vai ser em uma churrascaria. Certamente seria mais digno.

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TANGOS E TRAGÉDIAS

Eles continuam fazendo o mesmo show, mas ainda melhor. Mesmo eu, que já tinha visto três vezes antes, que conhece de cor e salteado todas as músicas do espetáculo, que conhece a carreira solo dos artistas, emocionei-me novamente.

No próprio site do Tangos e Tragédias (http://www.tangosetragedias.com.br) há uma frase do Sérgio Augusto de Andrade, da Folha da Tarde, que resume bem o que vem sendo este espetáculo de 25 anos de idade: "Para qualquer pessoa inteligente, esta é uma chance como poucas - uma chance, talvez, como nenhuma outra: assistir um show como quem recebe uma homenagem, ganha um prêmio ou é surpreendido por uma alegria inesperada. Tangos e Tragédias é um show que nos faz sentir inesquecivelmente felizes."

O problema é que esses caras não tem o devido reconhecimento. Eles sim é que deviam ser tratados como Caetano Veloso.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

E-mail para o Senador Sarney

Abaixo, o e-mail que acabei de mandar para o Senador Sarney.

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Caro Senador José Sarney

O Sr. é um dos políticos brasileiros mais longevos. Não por coincidência, o Sr. também é responsável direto por tudo o que aconteceu neste país nas últimas décadas, principalmente no que diz respeito ao nosso atraso.

Felizmente nunca votei no Sr., até porque sou de Santa Catarina. Mas sinto-me, como brasileiro, responsável por ter lhe mantido no poder durante tanto tempo. E como tudo acaba, creio que sua carreira política devia também acabar.

Obviamente o Sr. nunca vai ler este e-mail, até porque, como Membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia de Ciências de Lisboa, o Sr. certamente tem coisas muito mais agradáveis e interessantes para ler. Então, na melhor das hipóteses, esse e-mail somente será lido por algum de seus “assessores-familiares”.

Sei que esse e-mail também não lhe sensibilizará a renunciar seu cargo, até porque o Sr. já deu declarações na imprensa, dizendo que não vê razão para uma renúncia. Um homem como o Sr. deve ter a tranquilidade da experiência política, deve ter nervos inabaláveis, e a certeza de que tudo está ao seu controle, como realmente esteve durante décadas.

Mas só quero lhe alertar Sr. Presidente que o mundo está mudando. Esse meu e-mail irá para os meus alunos (sou professor universitário), irá para os meus amigos, irá para o meu blog, irá para as redes sociais. A Internet democratizou um pouco o poder, aquele que até então só pessoas como o Sr. detinham. Agora, cidadãos indignados podem ter alguma voz. Portanto, o Sr. que tanto tirou do Brasil, agora nos escute e nos faça um favor: deixe-nos em paz.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

E-mail ao Itamaraty

Tenho uma enorme curiosidade em saber por que o Governo Brasileiro utilizou recursos obviamente públicos, para a criação de uma Embaixada Brasileira no singelo país da Coréia do Norte. Dessa forma, enviei o e-mail (que reproduzo abaixo) para o Ministério das Relações Exteriores.

Aguardo a resposta.

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Caros Senhores

Qual seria o motivo do Brasil utilizar recursos públicos para a criação de uma embaixada na Coréia do Norte?

a) Trazer o cabeleireiro do ditador e presidente Kim Jong-il para fazer a cabeça de nosso Presidente?

b) Possibilitar que a seleção brasileira de taekwondo seja treinada lá?

c) Pedir emprestada uma bomba atômica norte-coreana?

d) 정말 모르겠!

terça-feira, 2 de junho de 2009

DIÁRIO DE VIAGEM

Cheguei ao aeroporto de Guarulhos na quinta-feira pela noite. João Armentano passeava com o filho (leia a Caras e veja a Hebe). O time do Goiás jogava truco em um café. Um árabe de 2 metros de altura, vestido de árabe, conversava com um jogador do Goiás. Detalhe, o árabe usava um daqueles tamancos medonhos da marca Crocs. Também vi muçulmanos, monges budistas, alemães, japoneses, gente entrando na filha da primeira classe para viajar à Europa, além de lutadores de jiu-jitsu querendo se agarrar na fila do check-in.

No outro dia comecei meu curso. Muita informação. Uma sensação de que ainda tenho muito a aprender, mas que também estou no caminho certo. Gente legal. Outras nem tanto. Reunião com um possível parceiro de negócios. Cara legal. Voltei para a casa do Patrick com um taxista que me dizia que o rumo do Brasil era o controle de natalidade e um vestibular para políticos. Concordei com ele, até porque ele era um desses senhores que não aceitavam muito bem opiniões contrárias.

Falando em Patrick, ele é esse cara da foto abaixo. Um amigo meu, jornalista lageano que mora em São Paulo e que gentilmente me cedeu sua casa e me levou para cima e para baixo.


Na sexta-feira, fomos jantar no Bar São Cristóvão, lá na Vila Madalena. É um típico bar de “gente descolada”. Foi muito bom. Comemos uma porção de frango à passarinho, mais um prato (cada um) de feijão, arroz, batata frita e bife à cavalo. Tudo isso regado por 12 chopes. Comida de macho. E nos matamos de rir daquela gente que parecia ter sempre “algo a dizer”. O destaque foi para uma gordinha “cheia de atitude” (literalmente) usando um brinco do Obama...


No outro dia, o curso não foi tão legal assim. Muita informação, mas meio chato.

Felizmente depois fui conhecer a Flávia, namorada do Patrick, também jornalista. Super gente fina. Entende tudo de futebol. Mas ainda não compreende os prazeres de se tomar chimarrão. Fez (só para provocar) a clássica pergunta se era possível colocar açúcar na cuia...

E nessa noite de sábado, esperava meu avião, cansado como uma barata tonta pelo aeroporto de Congonhas. Lia calmamente o último número da revista Wired, que acabara de comprar na banca chique do aeroporto. Aí, dos alto-falantes, começou a sair o seguinte aviso: “Sr. Giovani Letti, Sr. Giovani Letti, por favor dirija-se imediatamente ao portão 21 para o seu embarque!” Saí correndo e ri amarelo com a merecida mijada que depois levei das atendentes da Ocean Air.


Logo em seguida me pus a olhar São Paulo de cima. Cansado, confuso com tanta informação, mas lendo freneticamente um pouco de cada uma das três revistas que tinha comprado. Me chamou a atenção a entrevista que a Trip fez com o John Perry Barlow, um cara com interesses tão disparatados quanto os meus, mas que, ao contrário de mim, ganha muito dinheiro com isso.


Então comi um gostoso sanduíche quente de peito de peru com queijo e tomate, para então adormecer satisfeito comigo mesmo (algo que não acontecia há tempos) e minutos depois voltar para os braços da minha querida Mulher.



Frio

Sempre gostei do frio. Me faz sentir mais vivo.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Suzana Vieria usa Corega sim!

Fazia tempo que não escrevia mais no meu blog. Os seus dois leitores chegaram até a reclamar...

E pensando no que poderia escrever, não sei porque a imagem da Susana Vieira me veio na cabeça. E ainda por uma infeliz coincidência do destino (Ela que é a Senhora do Destino), vi em um blog um vídeo dela tirando o microfone da mão de uma repórter do Vídeo Show. E não só isso, sendo extremamente grosseira com a repórter.



Essa mulher é um caso clássico de alguém que não aceita sua idade. Ela ainda se acha gatinha. E com isso, não é que ela não tenha medo do ridículo, ela está é abraçada no ridículo. Primeiro andava com caras que podiam ser seus filhos e agora anda com caras que podiam ser seus netos... Além do mais, é triste alguém chegar aonde ela chegou, mas sem um pingo de generosidade, ainda querendo competir com gente que ela devia é estar ajudando.

Shakespeare já escreveu no “Rei Lear” a história de um homem que se tornou velho antes de se tornar sábio. É o caso dessa senhora. É o caso de cada vez mais pessoas. Já cansei dessa história de que todo mundo precisa ser engraçadinho e jovem.

Falando em ser engraçado, sabem o que seria muito engraçado?? Já que a Suzana Vieira foi a primeira garota propaganda do adesivo para dentadura “Corega”, ela bem que podia acabar precisando de dentaduras e de Corega. Seria uma ótima lição de paciência e humildade para uma mulher como ela. Acho que vou criar uma comunidade no Orkut com o título: “Suzana Vieira usa Corega sim!” Agora imaginem ela fazendo o comercial abaixo... seria muito bom...